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A pressa é inimiga da (busca pela) perfeição

Desde o meu oitavo ano, em 2015, após “grandes decepções” na minha vida escolar e na minha vida social, coloquei em minha cabeça que sempre que chegassem as férias, iria mudar completamente meu estilo e me tornar um aluno melhor do que já era. E essa mentalidade de “evolução rápida” vinha comigo até eu ter reflexões centradas e realmente sérias neste ano.

Sempre pensava que as férias poderiam ser dias feitos para mim evoluir mais rápido quanto aos dias em que eu tinha compromissos escolares, e isso faz até um pouco de sentido vendo que, um “pré-adolescente” não tem nada para fazer durante o dia. Essas ideias que eu possuía tinham uma grande conexão com o fato de que eu não me enturmo bem com meus colegas de sala, e quando eu me enturmo, sempre há uma grande demora.

Faz pouco tempo que tirei uma conclusão de que nunca, nunca mesmo, haverá uma mudança de mim mesmo em tão pouco tempo. Esse é um processo demorado e há a necessidade dele ser demorado, caso for rápido demais, algo de ruim vai acontecer. Hoje eu vejo que nessa época eu pensava em coisas fúteis como essas, e não dava o tempo o direito de ser, tempo.

Hoje eu entendo que o processo de construção do ser humano como pessoa leva tempo, erra e acerta constantemente, e eu queria eliminar o erro, andar no caminho da perfeição, que é um caminho inexistente. A vida na escola me ensinou que é preciso focar naquilo que, se você não fizer do jeito certo, poderá sofrer as consequências disso, e, com muito esforço, estou retomando a minha vida de um bom aluno, afetada por esse pensamento e outros que aos olhos de muitos (e eu na época), é um caminho lindo e maravilhoso, mas na verdade é um buraco onde a saída é difícil e ardilosa.

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